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A mostrar mensagens de setembro, 2025

Meus.

“Meus.” Demorei a decidir se essa palavra deveria estar no título. Sozinha, parece tão pequena, mas é nela que cabe tudo. Porque este não é um espaço para quaisquer pais — é para os meus. Para os que encheram os meus dias de ternura, de riso e de silêncio cúmplice.  Não sei o que nascerá aqui. Talvez a memória de um almoço à pressa, a lembrança de uma viagem de carro numa estrada qualquer, ou o registo simples de uma ida ao supermercado. Tudo o que permanece, tudo o que não quero deixar perder-se. Acredito que nunca esquecerei o vosso amor, mas sei que a memória é frágil. Por isso escrevo: para fixar, para guardar, para transformar momentos em raízes que não se soltam. Aqui, cada palavra será uma flor colhida do nosso jardim íntimo. Um gesto pequeno, mas eterno. Aqui escreverei o meu amor por vós.